Depressa e Bem

A necessidade de aumentar a rentabilidade das empresas é transversal a todos os setores de atividade e consensual para todos os intervenientes, sendo atualmente quase um desígnio nacional. Mas, se existe consenso quanto à identificação da doença o mesmo já não acontece na busca das necessárias soluções. E o problema começa logo quando se pretende definir como alcançar esse tão almejado acréscimo de produtividade.

O aumento da produtividade não pode ser alcançado através da desumanização do trabalho. Pelo contrário, pretende-se conseguir este objectivo através da criação de postos e sistemas de trabalho cada vez mais humanizados mas ao mesmo tempo (e também por isso) mais rentáveis. Humanização deve ser entendida num sentido lato e bidirecional, pois espera-se por um lado, que as condições de trabalho sejam otimizadas (de acordo com as realidades de cada organização), mas por outro, espera-se igualmente por parte dos intervenientes um espírito de colaboração ativa e empenhada na construção do sucesso da empresa.

Igualmente o aumento do valor unitário do trabalho (uma forma de medir a produtividade) tem de ser conseguido não através da diminuição nominal dos salários mas sim através do aumento da eficiência produtiva. É necessário deixar de confundir a quantidade do trabalho com o efetivo resultado do mesmo, ou seja, deixar de tomar o volume de trabalho como medida da respetiva eficiência; é então necessário, para alcançar os objetivos dos ganhos de produtividade, ultrapassar a incapacidade de medir de forma objetiva o resultado do trabalho.

A capacidade para medir o trabalho é mesmo o primeiro pressuposto para se implementarem formas efetivas de fazer a sua gestão, tal como diz a máxima: “só consigo gerir aquilo que consigo medir”.

A tarefa base de qualquer gestor de processo ou de produção empenhado em conseguir ganhos efetivos de produtividade, começa por ser determinar quais os tempos que efetivamente devem ser utilizados na realização das tarefas de valor acrescentado, sendo capaz de avaliar/determinar qual a efetiva capacidade dos operadores em influenciar os tempos de operação. A questão fulcral está na determinação de rendimentos de referência em vez dos tradicionais e muito traiçoeiros rendimentos médios.

Igualmente fundamental é a capacidade de distinguir aqueles tempos perdidos (ineficientes) que podem ser directamente imputados aos operadores, daqueles que se prendem com a (des)organização geral do setor ou da empresa.

Uma das fórmulas do sucesso do ponto de vista da capacidade produtiva nas empresas que se distinguem pelas suas excecionais “performances” claramente em desarmonia com o panorama geral, está, num rigoroso - mesmo obsessivo - controlo dos tempos improdutivos.

Importante referir que os tempos improdutivos estão a maior parte das vezes escondidos nas tarefas do quotidiano e que quase nunca são “apanhados” numa observação (mesmo que cuidada) do posto. Eles estão escondidos nas pequenas paragens, nas momentâneas quebras de rendimento, nos pequenos defeitos nas matérias-primas, na repetição de trabalhos que não ficaram bem-feitos à primeira vez, nas tarefas redundantes, … e a lista poderia continuar quase indefinidamente.

Paralelamente à identificação e eliminação de tempos improdutivos e desnecessários, deve estar a preocupação na avaliação das tarefas atribuídas aos operadores, percebendo-se se lhes estão a ser dadas as condições e os meios para as realizarem da forma mais expedita e eficiente, ou se pelo contrário se espera a realização de “omeletas sem ovos”.

O conhecimento e controlo dos tempos de execução e dos respetivos fatores de influência traz, para além de um mais efetivo controlo dos custos, a capacidade de prever prazos de entrega de forma rigorosa e realista – o que também representa, para algumas organizações, um importante acréscimo do seu desempenho.

A METODOLOGIA  REFA faculta  uma correcta e rigorosa descrição dos sistemas de trabalho. Fornece assim toda uma sólida base metodológica para sustentar ações de melhoria, permitindo às empresas DOMINAR as variáveis do seu processo, tornando-o menos aleatório e consequentemente mais rentável: controlo de tempos de execução, controlo de custos, cálculo das efetivas necessidades de  mão de obra, otimização de processos e de fluxos, diferenciação salarial e cálculo de prémios…

O curso de ESPECIALISTA REFA I, com uma duração de 240h, compreende 6 unidades principais:

• O sistema de trabalho – fundamentos e descrição de processos, unidade em que se destaca a análise e avaliação de tarefas;
• Conformação do processo, que compreende, entre outras matérias, o cálculo de custos;
• Conformação de sistemas de trabalho, com uma ênfase muito especial na conformação ergonómica dos postos de trabalho e na gestão de fluxos;
• Determinação de dados, onde são tratadas as diferentes metodologias de recolha e tratamento de dados da produção, com especial incidência nos métodos de recolha, tratamento e cálculo de tempos de processo e organização do trabalho em função dos tempos;
• Gestão do tempo de trabalho e da remuneração, unidade onde se focam aspectos cruciais da gestão dos colaboradores como sejam a determinação dos requisitos das tarefas, a instrução do trabalho e o cálculo de prémios à produção;
• Engenharia de dados e processos aplicada – unidade síntese de aplicação dos conhecimentos.

O curso de ESPECIALISTA REFA fornece as ferramentas e competências necessárias para garantir aos participantes que, de forma efetiva mas realista, alcancem  os ganhos de produtividade essenciais para  garantirem a competitividade das suas empresas.

REFERÊNCIAS

CALENDÁRIO DE CURSOS

Governanta de Andares - Processos de Gestão

INÍCIO A 07 MAR 2017

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NOTÍCIAS

Exportação de Formação Profissional DUAL "Made in Germany"

17 OUT 2014

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